O Projeto

EMVC — Eu Moro em Vila do Conde é um projeto independente dedicado à identidade, à comunidade e à valorização de Vila do Conde, criando pontes entre pessoas, território, património, comércio local, informação e participação cívica através de uma presença digital organizada, próxima e responsável.

A origem do projeto

O EMVC nasceu de uma necessidade concreta de comunicação com a comunidade local. Antes da criação do projeto, Jorge Sousa utilizava já as redes sociais para divulgar informação relacionada com a sua atividade profissional e verificava que as publicações partilhadas em grupos de concelhos vizinhos conseguiam chegar com facilidade a diferentes públicos. Ao mesmo tempo, tornava-se evidente uma dificuldade: em Vila do Conde não existia, com as características pretendidas, uma comunidade digital de referência, aberta e generalista, capaz de aproximar informação, acontecimentos e participação das pessoas do próprio concelho.

Essa constatação foi amadurecendo ao longo do tempo. Durante os treinos de futebol do seu filho Tomás, no Parque dos Lagidos, em Macieira da Maia, Jorge Sousa conheceu Sónia Oliveira e Pedro Campos. As conversas informais mantidas nesse contexto começaram a abordar as possibilidades das plataformas digitais, em particular do Facebook, e a ideia de criar um espaço dedicado à divulgação e partilha de informação relacionada com Vila do Conde ganhou forma.

No dia 30 de dezembro de 2017, Sónia Oliveira e Pedro Campos deslocaram-se à Adega, onde, utilizando os meios técnicos disponibilizados por Jorge Sousa — computador, correio eletrónico e perfil pessoal de Facebook — foi criado o grupo Eu Moro em Vila do Conde. Jorge Sousa, Sónia Oliveira e Pedro Campos constituem os fundadores da comunidade que esteve na origem do atual EMVC — Eu Moro em Vila do Conde.

A 2 de janeiro de 2018, Jorge Sousa criou a página oficial Eu Moro em Vila do Conde, ficando também Sónia Oliveira como administradora. A criação da página, poucos dias depois do nascimento do grupo, constituiu o primeiro alargamento da presença digital da iniciativa e permitiu complementar o espaço comunitário com um canal próprio de comunicação pública.

A intenção inicial era relativamente simples: criar um espaço onde a informação sobre o concelho pudesse circular com maior facilidade. Contudo, desde a origem existia também uma característica que viria a tornar-se essencial à identidade do EMVC: não se pretendia construir apenas mais um canal onde poucos publicavam e muitos observavam. O objetivo era criar uma comunidade aberta e participativa, na qual os próprios cidadãos pudessem contribuir com acontecimentos, fotografias, iniciativas, notícias, tradições, memórias e outros conteúdos relacionados com Vila do Conde.

O crescimento da comunidade

Nos anos seguintes, o crescimento da comunidade começou a alterar naturalmente a dimensão e as responsabilidades do projeto. Aquilo que nascera de um problema concreto de comunicação foi-se transformando num espaço de partilha de informação, participação comunitária e valorização do território. Esse crescimento trouxe também novas exigências: organização, definição de regras, moderação de conteúdos, gestão de opiniões diferentes e procura permanente de equilíbrio entre a liberdade de participação e a necessidade de assegurar respeito, segurança e cumprimento das regras da comunidade.

Progressivamente, a atividade deixou de estar concentrada apenas no grupo original. O EMVC foi adquirindo uma identidade própria e passou a integrar diferentes canais de comunicação, comunidades e iniciativas. A sua atuação alargou-se a áreas como o património, a cultura, a identidade local, o comércio de proximidade, a fotografia, a informação, a literacia e segurança digital e outros assuntos de interesse para a comunidade. Esta evolução foi acompanhada por uma preocupação crescente com a qualidade e a credibilidade da informação, com a distinção entre factos e opiniões e com a responsabilidade inerente à comunicação pública.

Ao mesmo tempo, a fotografia ganhou uma importância crescente. Deixou de funcionar apenas como elemento visual das publicações e passou também a constituir uma forma de documentação do território e da memória local. Fotografias históricas, paisagens, património, acontecimentos e transformações do concelho começaram a ser entendidos como parte de um património digital que deveria ser organizado e preservado para utilização presente e futura.

Esta evolução conduziu igualmente à criação de comunidades e áreas com finalidades próprias. A Comunidade Oficial manteve-se como principal espaço de participação; a Comunidade de Apoiantes do EMVC criou um espaço próprio associado ao apoio voluntário ao projeto; a EMVC | Comunidade de Comerciantes reforçou a ligação ao tecido económico local; e comunidades como Caminhos Portugueses a Santiago – Comunidade EMVC e Património Gastronómico de Portugal – Comunidade EMVC alargaram a capacidade de documentar, partilhar e valorizar diferentes dimensões patrimoniais.

A presença digital também deixou de depender de um único espaço. O Facebook manteve um papel central na comunicação e interação com a comunidade, enquanto o Instagram reforçou a dimensão visual e o LinkedIn acrescentou uma vertente institucional e profissional. A OnePage representou uma etapa importante neste percurso, antecedendo o desenvolvimento da atual Plataforma Digital Institucional do EMVC. O princípio estabelecido foi, contudo, mais amplo do que qualquer plataforma concreta: a tecnologia deverá permanecer um instrumento ao serviço da missão do EMVC, e não tornar-se a própria razão de existência do projeto.

A consolidação institucional de 2026

O ano de 2026 representa uma nova etapa na história do EMVC. Não constitui uma nova fundação, mas uma fase de consolidação institucional. O crescimento acumulado ao longo de quase uma década começou a ser acompanhado por uma preocupação sistemática com organização, continuidade, identidade, documentação e governação. A revisão de regras, o reforço da moderação, a criação de uma linha editorial coerente e o desenvolvimento de novos projetos marcaram a passagem de uma comunidade digital em crescimento para um projeto estruturado e orientado por uma visão de longo prazo.

Nesse processo surgiu o Livro Branco do EMVC, concebido para preservar a memória da criação do projeto, documentar a sua evolução e estabelecer a identidade, a missão, a visão e os princípios que deverão orientar o seu futuro. O Livro Branco assume-se como um documento vivo: deverá acompanhar a evolução do EMVC sem apagar as versões anteriores, permitindo que no futuro seja possível compreender não apenas aquilo que o projeto é, mas também como chegou até aqui.

A própria razão de existir do projeto passou a ser formalizada de forma simples: o EMVC existe para apoiar a comunidade do concelho de Vila do Conde. Essa razão concretiza-se através de uma missão mais ampla: informar, educar, preservar, digitalizar e valorizar o património, promover a participação cívica e contribuir para reforçar a identidade e a memória coletiva das gentes de Vila do Conde.

Também em 2026 foram consolidadas diversas rubricas editoriais, cada uma orientada para uma dimensão concreta da missão do projeto. Património & Identidade Local centra-se na preservação da memória histórica; Vila do Conde Vista do Céu utiliza fotografia e vídeo aéreo para documentar o território; EMVC — Segurança Digital promove literacia e boas práticas de cibersegurança; Vila do Conde em Foco, Sexta-feira Serena e Noite em Vila do Conde exploram diferentes formas de olhar, documentar e valorizar o concelho.

A área de Notícias constitui igualmente uma nova etapa no desenvolvimento editorial do EMVC. Para além da divulgação de informação atual, factual e relevante sobre Vila do Conde e sobre assuntos com impacto direto na comunidade, o projeto encontra-se a desenvolver modelos próprios de acompanhamento de assuntos em evolução e de investigação editorial, designadamente através de Notícias em Desenvolvimento e Notícias em Investigação EMVC. Esta vertente deverá assentar na verificação da informação, identificação das fontes, distinção entre factos e opiniões, atualização responsável dos conteúdos e preservação do respetivo histórico editorial.

O projeto Vila do Conde Vista do Céu representou também a integração formal de uma nova tecnologia na estratégia documental do EMVC. A utilização de aeronaves não tripuladas passou a servir uma missão concreta: produzir fotografia e vídeo aéreo capazes de documentar o património histórico, natural, urbano e paisagístico e contribuir para a construção de um arquivo audiovisual duradouro.

Paralelamente, iniciativas como o Comércio Local Verificado reforçaram a ligação aos comerciantes e à economia de proximidade, demonstrando que a evolução do EMVC já não se limita à produção de conteúdos. O projeto passou progressivamente a funcionar como um ecossistema integrado de plataformas, comunidades, rubricas editoriais, informação, projetos estratégicos e iniciativas de apoio à comunidade.

A reorganização documental realizada em 2026 acompanhou essa transformação. O EMVC passou a estruturar a sua documentação, preservar arquivos históricos, definir sistemas de classificação e preparar mecanismos de continuidade institucional independentes das plataformas tecnológicas utilizadas. O objetivo é garantir que fotografias, vídeos, decisões, documentos e conhecimento produzidos ao longo dos anos permaneçam preservados e recuperáveis no futuro.

É também neste contexto que se consolida a atual Plataforma Digital Institucional do EMVC. A evolução iniciada num grupo de Facebook em 2017 conduziu ao desenvolvimento de uma infraestrutura digital própria, tendo o Portal EMVC passado a constituir o centro institucional dessa presença digital. A plataforma permite integrar progressivamente informação institucional, conteúdos editoriais, notícias, arquivo histórico, comércio local, comunidades, gestão de utilizadores e outros serviços do ecossistema.

Esta transformação não significa abandonar as redes sociais que contribuíram para o crescimento do projeto. Facebook, Instagram e LinkedIn mantêm-se como canais oficiais de comunicação, distribuição e contacto com a comunidade, enquanto o Portal permite ao EMVC desenvolver e preservar, em infraestrutura própria, conteúdos, conhecimento, identidade e memória institucional.

Um projeto em continuidade

Ao longo de quase uma década, o EMVC — Eu Moro em Vila do Conde tornou-se muito diferente do grupo criado em dezembro de 2017, mas mantém uma ligação direta à necessidade que esteve na sua origem.

O problema inicial era fazer a informação chegar à comunidade.

Hoje, o desafio é mais amplo: informar, preservar, documentar, organizar conhecimento, proteger a comunidade e assegurar que quase uma década de património digital não fica dependente da memória de uma pessoa ou da existência de uma determinada rede social.

Por isso, a evolução do EMVC pode ser entendida como uma sequência contínua:

uma necessidade de comunicação deu origem a um grupo;
o grupo deu origem a uma comunidade;
a comunidade originou conteúdos, projetos e novas áreas de atuação;
e esse conjunto está agora consolidado numa estrutura institucional preparada para preservar a sua identidade e continuar a servir Vila do Conde nas próximas décadas.

Essa continuidade é hoje uma das características centrais do projeto: utilizar a tecnologia sem ficar dependente dela, crescer sem perder a memória da origem e desenvolver novas iniciativas sem abandonar o princípio que esteve presente desde o primeiro dia — a comunidade de Vila do Conde como razão fundamental da existência do EMVC.

EMVC — Eu Moro em Vila do Conde
Identidade que une.